Moda, vamos refletir!

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Moda, vamos refletir!


Ano novo, temporadas de moda brasileiras se aproximando, e a perspectiva de que tudo vai ser diferente.
Em moda, tudo muda numa velocidade impressionante. Ou pelo menos essa é a sensação. A cada seis meses vemos coisas novas nas passarelas, propostas distintas, rupturas que despertam desejos, mas supõem aflição. “Será que dou conta de tanta novidade?” “Ai… quero usar T-U-D-O!” “Mas o que quero usar de verdade?”
A substituição do velho pelo novo é o que move a indústria da moda.

 É o que gera o consumo. É o movimento que está na base da estrutura

 capitalista. Somos levados a nos cansar facilmente das coisas ainda

 frescas, lançadas há menos de seis meses, mas que sofrem de um 

certo desgaste de imagem. Desgaste esse que se potencializa nos dias

 de hoje com a internet. Tudo porque a novidade lançada lá na Europa 

ou nos EUA, logo (tipo na mesma hora) chega aqui em forma de um 

milhão de imagens, posts em blogs, matérias em sites, vídeos de

 desfiles, fotos de celebridades andando para lá e para cá com o 

novo hit. Ou seja, nem temos e já desejamos muito. Na prática, acaba

 que consumimos a imagem e, quando a tendência chega de verdade e

 massificada para a gente, nas lojas, estamos meio esgotados, ainda

 que não nos demos conta disso. Usamos um pouco e logo nos 

cansamos.E assim o ciclo se reinicia porque, nessa hora, já
desejamos o mais novo ainda. É frenético, não? E nos leva às dúvidas de sempre: o que usar, quando usar, no que apostar… Ou não leva a questionamento nenhum, com o consumo pelo consumo, sem reflexão, sem construção de um estilo pessoal. Tendência por tendência e só isso. Mais nada.
Mas alto lá! Tem mudança à vista nesse processo. Mudança, na verdade, já em andamento. Falo da reavaliação dos hábitos de consumo modernos sob o ponto de vista da sustentabilidade. Nossa fúria consumista agride o planeta e a resposta começa a aparecer nas iniciativas de reaproveitamento de roupas, resgate de peças antigas, trocas e vendas de usados e valorização do que tem História em
detrimento do simplesmente novo.
Por isso, se eu pudesse eleger uma tendência que vai reger a Moda nesse ano que começa agora é a da roupa com reflexão, com consciência. Isso significa desde a valorização dos tecidos e processos têxteis que preservam ou diminuem as agressões ao meio ambiente até a postura de repensar compras e olhar com carinho para o que já se tem. Na minha opinião, essa segunda parte é a mais bacana e fácil de fazer tendo em vista o cenário atual de roupas caríssimas e peças sustentáveis ainda fora do patamar razoável de preços.Estocolmo é a cidade que representa muito bem esse momento. A


moda. Lá o hábito de troca de roupas entre amigos e mesmo

 desconhecidos, nas lojas, se reflete no estilo criativo de seus

 cidadãos jovens, que prezam pelo conforto e design, sem muitas 

regras, com absoluta liberdade. Liberdade essa que acabaria tolhida

 se o universo de referências na hora de montar os looks fosse só o

 que as passarelas e, em última instância, as lojas oferecem.


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